Olavo Nóbrega

Set 0
Set 0

Se isto não fosse uma crónica seria um consultório sentimental

É claustrofóbico pensar que poderá não haver dia de amanhã porque ela não estaria cá. Estou dependente. Não tenho a minha individualidade, já. Bom, talvez só o bocadinho que é preciso. Tenho muito medo de perdê-la. Que um dia ela acorde e diga: “Olha, isto foi uma bonita história, mas…”. Assusto-me sempre que ela muda… Por exemplo: ela gosta daquela específica cápsula de café. Depois passa a detestá-la. E eu …   Ler

Mai 0
Mai 0

Voltei! Estou perdoado?

Voltei. Estou perdoado? Parei de escrever. Afastei-me. Como se fugisse. E fugia… Dela, das sensações, das recordações, de tudo… Dela, da escrita… Tinha a certeza de que isso iria “resolver”. Não resolveu. Agora, semanas passadas, em que desperdicei palavras, em que conheci outras frases que me disseram: “Volta, estás perdoado.”, tendo eu fugido, voltei… Atraem-me os métodos de fuga, de (re)descoberta! Vi este tempo como um momento de crise. Explorei …   Ler

Fev 0
Fev 0

Chorar

Detesto que me digam “Pronto, não chores mais, já passou”. Não percebem que chorar é bom? Quando eu estiver a chorar, por favor, não me interrompam. Estou a chorar, porra! Agora que consegui começar a chorar, não me interrompam! Já experimentaram chorar com alguém, de forma sincronizada? Que espetáculo! E “escrever” o chorar? “Snif snf, buáááááá” pode ser algo lírico e francamente inspirador! Um snif é, creio eu, uma onomatopeia …   Ler

Fev 0
Fev 0

Crónica da namorada

A minha namorada ensinou-me a pensar sobre mim. Eu nunca pensava sobre mim próprio, achava que era uma perda de tempo. A minha namorada faz-me reparos, faz com que eu me ouça. Antes da minha namorada (“antes de”?)… que estranho haver um antes. Essa é, aliás, uma das nossas regras: não falarmos do que há antes de nós. Não há nada para saber! Essa mentira em que acreditamos faz-nos bem! …   Ler

Fev 1
Fev 1

Quem nunca pecou…

…é parvo! Uma boa parte de mim é pecado! Durante a minha vida fui ouvindo que, ao morrermos, teremos uma de duas hipóteses: céu ou inferno. Dou comigo a pensar: o céu dever ser um local branco, com paisagens fantásticas, música clássica, onde há paz e nada acontece! Por outro lado, muitos dos meus amigos deverão estar no inferno, acompanhados das pessoas que insistem em ser chamados de “Dr(a).”, a …   Ler

Jan 0
Jan 0

Pneumonia

Conheço alguém que está com uma pneumonia. Uma pneumonia “atípica” (em conformidade com a própria pessoa). Apetece-me falar disto: pneumonias e pessoas. E porquê? Porque sou um homem apaixonado! Não pelas primeiras, é claro, mas por pessoas em geral. E um homem apaixonado acredita em tudo: chega até a acreditar que o amor cura e tudo vence. Vai daí e quando outras pessoas “fogem” da pessoa com pneumonia (não vá …   Ler

Jan 0
Jan 0

Mulher (Im)perfeita

Durante toda a minha vida, no meu grupo de amigos, sempre me relacionei mais com mulheres do que com homens. Resultado: aprendi mais! Sobre o sexo masculino aprendi que, afinal, não são todos iguais e sobre as mulheres aprendi que não existe “a” perfeita.     E são as suas várias imperfeições que cansaram os meus lindos olhos a devorar encantadoramente as suas falhas. Frequentei assiduamente conversas em que se …   Ler

Jan 0
Jan 0

Crónica inspirada em factos verídicos

Um pai e um filho, no carro, a caminho de casa.     Filho: Pai…?     Pai: Sim, filhote…?     Filho: Aquele candeeiro está apagado!     Pai: Pois está, filho.     Filho: Oh pai, porquê?     Pai: Então… a luz deve estar fundida!     Filho: Porque é que a luz está fundida, pai?     Pai: Então… deve estar danificada, ou então entrou em …   Ler

Dez 0
Dez 0

Porque é Natal…

Porque é Natal trago-vos o meu presente: “uma folga”, ou seja, escrever sobre coisa nenhuma! E porque não escrevo? Não é por razão nenhuma em especial… é só porque não me apetece. Esta crónica é como o Natal… é quando o Homem quiser! E o único homem nesta narração sou eu por isso… A minha estupidez natural voltará em 2015 onde continuarão a ser guiados(as) pela minha idiotice: uma visita …   Ler

Dez 0
Dez 0

Estranho

Estranho… dizeres que és de ferro e, no entanto, ver-te quebrar! Tão estranho… sentes, mas dizes que és de pedra! Contraditório… queres paz, mas procuras o vento. Diz-me: porquê? Porque queres procurar e encontrar para depois fugires? Caminhas de regresso para qualquer coisa sólida? Quando olhas queres ver. Quando tocas queres amar. Mas quando tens sede não procuras água, não é estranho? Queres fugir sem repetir, acreditar que não vai …   Ler

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